Memórias , não são só memórias
Muito tem se
falado acerca do papel da memoria na construção cultural na sociedade contemporânea.
De fato, a função da memoria é primordial para o fortalecimento da identidade
de um povo como nação. No entanto, determinadas populações não se reconhecem
com os hábitos de seu país, uma vez que seu vinculo com sua própria cultura é fragilizado,
e passam adotar comportamentos de outras culturas consideradas hegemônicas no cenário
nacional.
Sem
apresentar significativos reflexos da influencia nacional, o individuo se mostra
indiferente quanto às causas coletivas. Por não se encontrarem inseridos no contexto,
fruto ineficiente divulgação da cultura nacional pelos sistemas de ensino, muitos
jovens adotam hábitos não condizentes com as raízes históricas do seu país ,
fazendo valer as influencia externas do que as nacionais. A
Somado a isso
a rapidez tecnológica, culturas vão aos poucos perdendo suas raízes, por conseguinte,
memórias. Vivendo-se em uma sociedade marcada pela revolução técnico-cientifica
e globalização, na qual padrões como o americano viram referencia de divulgação
nesses meios, o espaço para lembranças nacionais vão também se encurtando.
Dessa forma, elementos naturais ricos em conteúdo culturais como no caso brasileiro como o bumba-meu-boi
, saci-pererê , caipora e capoeira , vão cedendo lugar a externos como branca
de neve , cinderela , bela adormecida e lutas marciais.
Todavia, sob
outra perspectiva, a pluralidade cultural pode ser benéfica, se bem equilibrada
com as memorias nacionais. Por meio da troca experiências entre as diferentes culturas,
ambas serão beneficiadas enriquecendo seus hábitos. Isso se deve ao fato da convivência
com outros complementarem determinada cultura,
sendo pela melhor visualização do individuo com seu contexto, positiva para
identificação dele com a nação .
É evidente, portanto, que é necessário
preservarmos nossas raízes se quisermos repassar, a gerações futuras, memórias
tão ricas as quais temos hoje ainda
temos acesso. Para que se evite a perca deles, faz-se necessário uma
restruturação educacional financiado pelo estado, no sentido de por em contato
com aluno matérias abordando aspectos do folclore nacional, hoje pouco trabalhada.
Assim, com esse direcionamento, a memória passará a ser reconhecida, não como
uma simples recordação, mas sim como um sentimento que nos faça mais responsáveis
por nós mesmos.
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